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Suzana

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Aqui tem muito Ar de Amor

2月24日

arco-iris...

 

 

 

 

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Por amor...
um olhar que abraça...
o amor é a chave de tudo,
é o ingrediente que altera a qualidade das coisas,
é o sabor que faz da vida um gosto comum
é o sabor que se destaca e diferencia tudo o que tocamos
fazemos
pensamos
criamos
é a côr.. que não fazendo parte do arco-iris...
dá sentido ao mundo
faz parte do arco-iris
não é é acessível a todos os olhares...
o arco-iris é um acto de amor
ele próprio
faz a ponte
entre dois lugares
faz a união
faz comunhão
ponte faz o homem que aprendeu com o arco-iris
homem livre de o percorrer
faz o sonho
arco-iris é a paleta
onde o homem molha o dedo...
o que sonha
para pintar o mundo novo que encontra
o que consegue ver o amor
a sua cor
e encanta
e tudo transforma
pela força do coração
pela cor da emoção
pela razão... pela mão
pela alegria de viver, livre
e voando sonhar
em oposição a este mundo de destruição
de mal-amados
de desamores
de liberdades prisioneiras
de solidão
de falsas riquezas
de ideais corruptos
de preversão
de homens vazios
de ilusão vã
de arco-iris de metal
frio e cinza
como pontes que invadem
onde escorre o choro das crianças
nunca como pontes que unem
e se junta num rio
que ao chegar ao mar o faz gemer num lamento
que engrossa o caudal do riso
riso sem siso
sem porquês
sem ópios
sem tabus
sem grades nas janelas...
10月26日

My November

Faltam exatamente quinze dias para o meu aniversário.

Desde criança conto nos dedos o onze de novembro chegar.

Nunca tive medo da idade e confesso que adoro aniversariar.

Com o tempo, aprendi a domar a minha ansiedade e ser uma escorpiana de verdade, com todas as agrurias que isso pode significar.

Vivo intensamente tudo.

Não tenho vergonha de dizer que amo, tampouco medo de dizer que odeio.

Arrisco tudo pelos meus sonhos e não desisto facilmente.

Por outro lado, não tenho uma convivência pacífica comigo mesma.

Me é difícil administrar um turbilhão de emoções, feito um vulcão prestes a explodir.

Mas aos pouquinhos vou me lapidando.

Sem pressa.

Há ainda muito tempo.

Acho que sou meio mulher-menina-criança.

Não sei se é bem essa a ordem correta.

Mas pouco importa.

O importante é que o grande dia está chegando e estou feliz em poder compartilhar essa data com pessoas tão especiais como vocês.

10月2日

Escancarando o coração

Hoje tô sentindo sua falta como nunca. Uma vontade de te abraçar, de olhar pra você, de rir das suas besteiras, de sentir seu cheiro, de olhar seu jeito. Uma saudade inexplicável das coisas que não foram, que nunca poderão ser. Um pesar pelos aniversários que não passei ao seu lado porque no próximo ano a data se repetiria. Hoje ela se repete, mas sem você. Sem nosso presente, só a presença do nosso passado. Sem poder pensar no nosso futuro. Sem realizar nossos planos bobos. Aqueles dos recadinhos trocados nas aulas, das cartinhas mandadas nas férias, onde dias separadas uma da outra pareciam a mais dolorosa eternidade. Eternidade essa que sinto hoje. Vontade de contar da minha vida, te pedir conselhos, fazer planos. Eu sei que a dor da saudade machuca, mas também conforta quando sabemos que é possível matar essa saudade. Mas agora não é assim né... Você foi subitamente afastada da gente, sem que nem porquê. E como tudo na vida é mais uma lição, eu hoje aprendi que esconder sentimentos, viver mais ou menos, falar parte da verdade, sentir devagar, não me arriscar, ser pouco intensa e sempre medir minhas palavras, é receita de tristeza, de distância do sucesso, da felicidade. Eu hoje continuo sentindo sua falta como nunca. Mas também sinto mais amor pelas pessoas que ainda estão aqui comigo. Cada pouquinho dos meus amigos que me fazem quem eu sou. Hoje eu também me surpreendi como meu coração está ocupado. Por alguém que eu gostaria que te conhecesse, pra entender um pouco mais sobre mim. Alguém que entrou na minha vida de repente, sem me avisar que ficaria tanto tempo assim. E que esse tempo era só o começo de muita coisa boa. Eu que hoje me permiti lavar a alma, e ver minhas angústias escorrerem pelo rosto, sorrio feliz, com olhos ainda inchados, por saber que tenho você na minha vida. Meu porto seguro. Pra você, duas palavras. Te amo.
9月24日

Talento & Vocação

Há muito o meu coração já está florindo. Concretizei alguns sonhos e transformei minha realidade numa bela fantasia. Descobri-me mais forte do que supunha e que sou muito mais amada por mim e pelos outros do que imaginava. Conheci pessoas fantásticas e fiz amizades deliciosas. O dia de aniversariar está cada vez mais próximo e a maturidade me faz cada dia mais jovem. A minha alma está em paz e o coração batendo descompassado. Talvez porque eu tenha o talento de enxergar o arco-íris além do horizonte e porque tenha a vocação para ser feliz!

Minha primavera já chegou, trazendo flores, sonhos, beijos, chocolate e muitos sorrisos. Lágrimas também virão e serão muito bem-vindas. Porque a vida só é bela em razão desse emaranhado de sentimentos, muitas vezes desconexos. E assim, sigo a seguir a inconclusão das rotas, insistindo em retirar a vida da mira do tempo e descobrindo a arte de reconciliar os contrários que há em mim...

 

9月18日

Eu não sei!

Fiquei olhando pela janela e pensando o que quero da vida. O que quero. O que. Eu quero. O que não quero. O que poderia ser sonho. Os sonhos que tenho pra me proteger da realidade. A realidade que dói ser vivida. A facilidade de uma vida utópica. Tudo pode quem sabe um dia dar certo. Ou não. Mas se eu viver lá sei que não vou me machucar, sei que não vou me quebrar todinha, sei que não vou me decepcionar, sei que não vou. E daí fico lá naquele mundo deixando as pessoas passarem. Fico fechada à sete chaves porque estou esperando meu príncipe encantado, e enquanto ele não chegar não vou até a porta recebê-lo. Como saberei que ele chegou? Bem, disfarço, espio, fico um tempo perto da janela. Mas depois já caio na minha própria invenção, e como sei que é sonho canso de sonhar e volto pra realidade amarga. E quando chegam pessoas mais simples, mais queridas, mais carinhosas, recebo com meu melhor sorriso amarelo. Espantando uma oportunidade real de ser feliz. Como sou egoísta e boba. Porque deixei que me tornasse tão auto suficiente parecendo que sei tudo, que conheço todos homens, todos? Porque sempre tenho a mania de ter resposta pra tudo e antecipar os capítulos sem desfrutar HOJE? A graça está nos mistérios. Na paciência. No coração vazio. Na mente cheia de idéias diferentes e criativas. Na vida e suas multifaces. E nos seus tombos também. Por quê não? Agora que minhas feridas estão cicatrizando...

8月23日

Senta que lá vem estória...!

Eu adoro as palavras. Adoro. Adoro porque elas conseguem me ajudar a pensar quando estou só. Adoro porque, ao entendê-las, entendo o que sinto, e isso me dá muita paz.

Esses dias eu estava pensando na palavra "companhia". Acho essa palavra tão sonora, tão bonita... Me sugere algo bom. Está no grupo de palavras como "carinho", "poema", "lua", "conforto", "sonho". Uma palavra tão fofa que parece travesseiro...

E não é só da palavra que eu gosto... Eu gosto mesmo é de companhia. Sempre gostei. Companhia pra brincar, pra passear, pra ir resolver alguma coisa difícil, pra conversar, pra descansar. Ironia da vida (ou não), sempre acabei tendo que me virar sozinha na maioria das minhas empreitadas, grandes ou pequenas. Mas sempre gostei de companhia. Vejo muita gente que, como eu, gosta de ter gente por perto. Muita gente que não consegue sequer cruzar o portão de casa sozinha. E, no entanto, todos reclamam de solidão...

Claro, tem a dor de SER só. Por mais que tenhamos alguém por perto, somos um, somos sós, e isso é uma realidade. Desamparante... Mas é. Porém, além disso, tenho ouvido muitos reclamarem da dor de ESTAR só. E essa fala, de certa forma, faz eco em mim também. O eco se faz onde tem um buraco... Onde tem um vazio.

Aí estava pensando, por que às vezes tenho sentido falta de uma companhia se tem tanta gente perto de mim? Amigos, família, amores. Sempre estive cercada de gente. Mas, às vezes, quando a luz apaga no quarto, e chega aquela hora de rever o dia e pensar na vida, eu tenho a impressão de ter estado só o dia todo. Só nos meus sonhos. Só nos meus sucessos. Só nos problemas. Só nos meus planos e sonhos.

Fui olhar no dicionário. Acompanhar (do latim "accompaniare"), conjunto de pessoas que comem o pão juntamente. E aí me caiu a ficha. Estar junto não é acompanhar. Não basta estar do lado. Dar a mão. Não basta ouvir. Não basta presentear. Não basta dar bom dia. Não basta telefonar. Não basta perguntar se está tudo bem. Quem acompanha, tem que dividir. Dividir o pão... Aquilo que sustenta, aquilo que se come. Aquilo que é fundamental. E dividir é isso aí, eu pego o que é meu e dou um pouco pra você. Fico com menos, mas a sensação de ver você alimentado me alimenta também. E assim, ambos ficamos satisfeitos. Em outro dia, é você quem me dá um pouco, e eu recebo, porque naquele dia, eu não tenho. E assim vamos ficando unidos... Acompanhados.

Dividir é uma coisa difícil em um mundo que prega o egoísmo, a auto-satisfação, a superficialidade... O medo da entrega. É difícil dividir porque temos sido cada vez mais ensinados a achar que, o que damos ao outro, vai nos faltar. Sem perceber, vamos nos isolando e deixando faltar o que nos é mais essencial, o pão da alma. Dividir decisões, planos, ideais, coisas, atenções, tempo, angústias... Tudo isso é difícil. E com o tempo, torna-se difícil receber isso dos outros também.

Aí comecei a lembrar... Eu já tive grandes companheiros. Grandes mesmo. Tinha o meu avô querido, que dividia comigo filosofias de vida. Tive minhas colegas de escola, que davam um pedaço do chocolate delas pra mim na hora do lanche. Tive minhas primas, que dividiam as bonecas e as camas delas comigo. Tive namorados que dividiram comigo o colo, o abraço, a pele, as emoções, as decisões.

Aí comecei a me lembrar também que eu já fui craque em me doar. Houve um tempo em que dava todo meu pão aos outros, achando que isso era companheirismo... E ficava com fome. Mas houve um tempo também em que eu sabia dividir mais. Dividia o melhor de mim com os outros, e recebia o que eles me davam. E acho que nesse tempo eu era mais feliz. Ahh era...

O bom da gente saber que algo vai errado é que sabemos que sempre há a chance de consertar, melhorar. Sempre. E isso nem sempre é fácil... Mas é tão bom... Tão bom quanto ter companhia.

6月29日

Desbotar...

A sensação de transparência me invadiu. Comecei a enxergar além das pessoas. Nem fora, nem dentro. Além. Vejo as circunstâncias, as causas e os efeitos. Mas não enxergo os personagens. A única coisa que me assombra é a silhueta dos mesmos. Sei que estão ali, sei que interagem, mas por mais que me esforce, não os capturo. Meus olhos não fotografam a matéria. Que direi da alma, então. Transparente que era, transparente ficou. Os lugares estão vazios. Os espaços, imensos. As coisas, muitas vezes, translúcidas. E nesse mundo de pessoas insignificantemente desaparecidas, começo a perder a cor. E quando menos espero, desapareço.

 
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